brasil1970

sábado, 27 de agosto de 2011

E.C. Vitória


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Em pé: Bragatini, Paulo Maurício, Édson Silva, Amadeu, Válder, Zé Preta, Marquinhos e Pavão. Agachados: Wilton, Zé Júlio, Alberto Leguelé, Tadeu Macrini, Carlinhos, Paulinho, Xaxá e Zé Roberto.

Crédito: www.bavi.com.br
Esquadrão do Vitória Campeão Baiano de 1980.
Final do século XIX, e dois jovens da aristocracia baiana estão de volta de seus estudos na Europa, mais especificamente, na Inglaterra. Influenciados pelo esporte britânico, os irmãos Artur e Artêmio Valente desembarcam em Salvador e trazem na bagagem a paixão pelo futebol. Surge daí a idéia de fundar um clube, uma das cinco primeiras agremiações brasileiras fundadas especificamente para a prática do esporte bretão.
Em 13 de maio de 1899, a dupla se reúne com outros 17 jovens em um casarão no Corredor da Vitória, em meio a uma festa de queijos e vinhos, para discutir os estatutos do clube. Surge assim o Club Cricket Victoria.
O nome fazia referência ao esporte inicial praticado pelo clube: o cricket, uma espécie de futebol onde podem ser utilizadas também as mãos. Apenas um ano após sua fundação, ainda sob o nome original, a agremiação passou a praticar o futebol. Ao contrário do futuro maior rival, de origem mais humilde, o Victória tinha um grupo formado por representantes da elite baiana da época. Artêmio Valente foi eleito o primeiro presidente.
A primeira partida da história do clube foi contra um combinado de marinheiros de navios ingleses atracados no porto de Salvador, no dia 22 de maio de 1901. E logo na estréia, uma vitória por 3x2 que começaria a justificar o nome escolhido pelos rapazes do Corredor da Vitória. Os uniformes ainda traziam as cores branca e preta devido às dificuldades em conseguir o padrão verde-e-amarelo, real desejo dos representantes do time. Somente seis meses depois, o time tornou-se rubro-negro. Ainda em 1901, com a inclusão dos esportes náuticos, o clube passou a chamar-se Esporte Clube Vitória.
Profissionalismo
A estréia profissional do Vitória aconteceu em 13 de setembro de 1903, quando o rubro-negro bateu o São Paulo-Bahia, time formado por integrantes da Colônia Paulista, por 2x0. A primeira partida do time na Liga de Futebol da Bahia – que ajudou a fundar – aconteceu no dia 1º de julho de 1904. E foi justamente uma derrota para o Club Internacional de Cricket, por 2x1. O primeiro título demorou ainda mais quatro anos e veio acompanhado. O time ganhou os campeonatos baianos de 1908 e 1909, sagrando-se bicampeão.
Mas o amadorismo empurrou o time para um longo jejum de títulos. Foram 44 anos até que o Vitória voltasse a conquistar um campeonato baiano, em 1953, ano em que adotou o profissionalismo. A década de 50 ainda traria as conquistas regionais de 1955 e 1957.
O time ainda era inconstante, e a prova disso é que só voltou a vencer um Campeonato Baiano em 1964, seis anos depois. Em 1965 veio o segundo bicampeonato da história. A equipe ficou de fora do primeiro Campeonato Brasileiro, disputado em 1971, mas entrou na disputa no ano seguinte, quando voltou a ser campeão baiano. O rival Bahia ganharia todos os outros títulos da década de 70 no estado.
Virada
No final da década de 80, o clube preparava o caminho para uma profunda reestruturação no seu futebol. Os anos 90 marcam a “era Paulo Carneiro”, inicialmente auxiliado pelo fiel escudeiro Newton Motta - que estruturou a formação de jogadores pelo clube – depois, com pulso firme, sozinho à frente do Vitória e do Vitória S.A.
No dia 25 de agosto de 1991, o clube inaugurou o estádio Manoel Barradas, conhecido como Centro de Treinamentos da Toca do Leão, ou simplesmente como Barradão. A partida inaugural foi um amistoso contra o Olímpia (Paraguai), que terminou empatada por 1x1.
Coincidentemente, a partir daí o Vitória começaria a hegemonia no futebol baiano. A partir da década de 90, o time conquistou 11 títulos regionais, contra apenas seis do maior rival, o Bahia. Estão inclusos aí, o tricampeonato inédito de 1995, 1996 e 1997; e o tetracampeonato, também inédito, de 2002, 2003, 2004 e 2005. O clube também foi três vezes campeão do Campeonato do Nordeste (1997,1999 e 2003).
Antes, porém, o rubro-negro baiano viu escapar por entre os dedos o que seria seu primeiro título brasileiro. Depois de desbancar os favoritos Flamengo, Corinthians e Santos na penúltima fase da competição de 1993, o time encarou o todo-poderoso Palmeiras na final do Campeonato Brasileiro. Na primeira partida, disputada na Fonte Nova no dia 12 de dezembro, vitória do alviverde paulista por 1x0, gol do capetinha Edílson.
Apesar de jovens talentos como Dida, Paulo Isidoro, Roberto Cavalo, Alex Alves e Claudinho, o time também não foi páreo para a equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, na partida de volta, no Morumbi. Com um elenco formado por grandes craques como Edílson, Evair, Edmundo, Antonio Carlos, Roberto Carlos e Zinho, o Palmeiras venceu por 2x0, gols de Evair e Edmundo, e deixou o Vitória com o vice-campeonato.
Estrelas
O Vitória ainda disputaria seu primeiro campeonato internacional em 1995, quando esteve na Copa Conmebol. Dois anos depois, associou-se ao banco Excel-Econômico, que viabilizou a vinda de jogadores de renome como o tetracampeão Bebeto e o também atacante Túlio, com passagens pela Seleção Brasileira.
Desde então, o Vitória conseguiu atrair outros jogadores conhecidos do torcedor brasileiro, como o veterano meia Mazinho. A aposta no sérvio Petkovic, então encostado no Real Madrid, da Espanha, foi acertada. Depois de um grande Campeonato Brasileiro pelo rubro-negro baiano, o meia-atacante teve passagens destacadas por Flamengo e Vasco. Desde então a torcida do Leão busca sem sucesso um jogador para chamar de ídolo.
Queda
No ano passado, o clube voltou à Série B do Campeonato Brasileiro, mesmo com um time que contou com estrelas como Edílson e Vampeta, além de bons jogadores como o meia Cléber e o centroavante Obina. Muitos culparam a política de venda de jogadores do presidente Paulo Carneiro pelo fracasso na elite do futebol brasileiro. Em meio ao campeonato, o clube se desfez de toda a sua defesa titular. Os laterais Pedro e Paulo Rodrigues foram afastados. E os zagueiros Adailton e Nenê, além dos volantes Vampeta e Dudu Cearense acabaram negociados.
Vários técnicos passaram pelo clube, sem sucesso. O time acabou rebaixado junto com Criciúma, Paraná e Grêmio. A política para 2005 foi de investimento nos pratas da casa e em jovens promessas. As únicas contratações de peso foram dos atacantes Marcelo Ramos e Zé Roberto (já dispensados) e de Alex Alves.
Títulos do Vitória
Campeão Baiano 23 vezes1908 e 1909 (Bicampeão), 1953, 1955, 1957, 1964 e 1965 (Bicampeão), 1972, 1980, 1985, 1989, 1990, 1992, 1995, 1996 e 1997 (Tricampeão), 99 e 2000 (Bicampeão), 2002, 2003, 2004 e 2005 (Tetracampeão).
Campeão do Norte-Nordeste1976
Campeão da Copa do Nordeste 3 vezes1997, 1999 e 2003.
Campeão da Copa Repescagem CBF1989
Campeão do Torneio Maria Quitéria1996
Campeão do Torneio da Uva/Parmalat1994

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Em pé: Bragatini, Paulo Maurício, Édson Silva, Amadeu, Válder, Zé Preta, Marquinhos e Pavão. Agachados: Wilton, Zé Júlio, Alberto Leguelé, Tadeu Macrini, Carlinhos, Paulinho, Xaxá e Zé Roberto.

Crédito: www.bavi.com.br
Esquadrão do Vitória Campeão Baiano de 1980.
Final do século XIX, e dois jovens da aristocracia baiana estão de volta de seus estudos na Europa, mais especificamente, na Inglaterra. Influenciados pelo esporte britânico, os irmãos Artur e Artêmio Valente desembarcam em Salvador e trazem na bagagem a paixão pelo futebol. Surge daí a idéia de fundar um clube, uma das cinco primeiras agremiações brasileiras fundadas especificamente para a prática do esporte bretão.
Em 13 de maio de 1899, a dupla se reúne com outros 17 jovens em um casarão no Corredor da Vitória, em meio a uma festa de queijos e vinhos, para discutir os estatutos do clube. Surge assim o Club Cricket Victoria.
O nome fazia referência ao esporte inicial praticado pelo clube: o cricket, uma espécie de futebol onde podem ser utilizadas também as mãos. Apenas um ano após sua fundação, ainda sob o nome original, a agremiação passou a praticar o futebol. Ao contrário do futuro maior rival, de origem mais humilde, o Victória tinha um grupo formado por representantes da elite baiana da época. Artêmio Valente foi eleito o primeiro presidente.
A primeira partida da história do clube foi contra um combinado de marinheiros de navios ingleses atracados no porto de Salvador, no dia 22 de maio de 1901. E logo na estréia, uma vitória por 3x2 que começaria a justificar o nome escolhido pelos rapazes do Corredor da Vitória. Os uniformes ainda traziam as cores branca e preta devido às dificuldades em conseguir o padrão verde-e-amarelo, real desejo dos representantes do time. Somente seis meses depois, o time tornou-se rubro-negro. Ainda em 1901, com a inclusão dos esportes náuticos, o clube passou a chamar-se Esporte Clube Vitória.
Profissionalismo
A estréia profissional do Vitória aconteceu em 13 de setembro de 1903, quando o rubro-negro bateu o São Paulo-Bahia, time formado por integrantes da Colônia Paulista, por 2x0. A primeira partida do time na Liga de Futebol da Bahia – que ajudou a fundar – aconteceu no dia 1º de julho de 1904. E foi justamente uma derrota para o Club Internacional de Cricket, por 2x1. O primeiro título demorou ainda mais quatro anos e veio acompanhado. O time ganhou os campeonatos baianos de 1908 e 1909, sagrando-se bicampeão.
Mas o amadorismo empurrou o time para um longo jejum de títulos. Foram 44 anos até que o Vitória voltasse a conquistar um campeonato baiano, em 1953, ano em que adotou o profissionalismo. A década de 50 ainda traria as conquistas regionais de 1955 e 1957.
O time ainda era inconstante, e a prova disso é que só voltou a vencer um Campeonato Baiano em 1964, seis anos depois. Em 1965 veio o segundo bicampeonato da história. A equipe ficou de fora do primeiro Campeonato Brasileiro, disputado em 1971, mas entrou na disputa no ano seguinte, quando voltou a ser campeão baiano. O rival Bahia ganharia todos os outros títulos da década de 70 no estado.
Virada
No final da década de 80, o clube preparava o caminho para uma profunda reestruturação no seu futebol. Os anos 90 marcam a “era Paulo Carneiro”, inicialmente auxiliado pelo fiel escudeiro Newton Motta - que estruturou a formação de jogadores pelo clube – depois, com pulso firme, sozinho à frente do Vitória e do Vitória S.A.
No dia 25 de agosto de 1991, o clube inaugurou o estádio Manoel Barradas, conhecido como Centro de Treinamentos da Toca do Leão, ou simplesmente como Barradão. A partida inaugural foi um amistoso contra o Olímpia (Paraguai), que terminou empatada por 1x1.
Coincidentemente, a partir daí o Vitória começaria a hegemonia no futebol baiano. A partir da década de 90, o time conquistou 11 títulos regionais, contra apenas seis do maior rival, o Bahia. Estão inclusos aí, o tricampeonato inédito de 1995, 1996 e 1997; e o tetracampeonato, também inédito, de 2002, 2003, 2004 e 2005. O clube também foi três vezes campeão do Campeonato do Nordeste (1997,1999 e 2003).
Antes, porém, o rubro-negro baiano viu escapar por entre os dedos o que seria seu primeiro título brasileiro. Depois de desbancar os favoritos Flamengo, Corinthians e Santos na penúltima fase da competição de 1993, o time encarou o todo-poderoso Palmeiras na final do Campeonato Brasileiro. Na primeira partida, disputada na Fonte Nova no dia 12 de dezembro, vitória do alviverde paulista por 1x0, gol do capetinha Edílson.
Apesar de jovens talentos como Dida, Paulo Isidoro, Roberto Cavalo, Alex Alves e Claudinho, o time também não foi páreo para a equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, na partida de volta, no Morumbi. Com um elenco formado por grandes craques como Edílson, Evair, Edmundo, Antonio Carlos, Roberto Carlos e Zinho, o Palmeiras venceu por 2x0, gols de Evair e Edmundo, e deixou o Vitória com o vice-campeonato.
Estrelas
O Vitória ainda disputaria seu primeiro campeonato internacional em 1995, quando esteve na Copa Conmebol. Dois anos depois, associou-se ao banco Excel-Econômico, que viabilizou a vinda de jogadores de renome como o tetracampeão Bebeto e o também atacante Túlio, com passagens pela Seleção Brasileira.
Desde então, o Vitória conseguiu atrair outros jogadores conhecidos do torcedor brasileiro, como o veterano meia Mazinho. A aposta no sérvio Petkovic, então encostado no Real Madrid, da Espanha, foi acertada. Depois de um grande Campeonato Brasileiro pelo rubro-negro baiano, o meia-atacante teve passagens destacadas por Flamengo e Vasco. Desde então a torcida do Leão busca sem sucesso um jogador para chamar de ídolo.
Queda
No ano passado, o clube voltou à Série B do Campeonato Brasileiro, mesmo com um time que contou com estrelas como Edílson e Vampeta, além de bons jogadores como o meia Cléber e o centroavante Obina. Muitos culparam a política de venda de jogadores do presidente Paulo Carneiro pelo fracasso na elite do futebol brasileiro. Em meio ao campeonato, o clube se desfez de toda a sua defesa titular. Os laterais Pedro e Paulo Rodrigues foram afastados. E os zagueiros Adailton e Nenê, além dos volantes Vampeta e Dudu Cearense acabaram negociados.
Vários técnicos passaram pelo clube, sem sucesso. O time acabou rebaixado junto com Criciúma, Paraná e Grêmio. A política para 2005 foi de investimento nos pratas da casa e em jovens promessas. As únicas contratações de peso foram dos atacantes Marcelo Ramos e Zé Roberto (já dispensados) e de Alex Alves.
Títulos do Vitória
Campeão Baiano 23 vezes1908 e 1909 (Bicampeão), 1953, 1955, 1957, 1964 e 1965 (Bicampeão), 1972, 1980, 1985, 1989, 1990, 1992, 1995, 1996 e 1997 (Tricampeão), 99 e 2000 (Bicampeão), 2002, 2003, 2004 e 2005 (Tetracampeão).
Campeão do Norte-Nordeste1976
Campeão da Copa do Nordeste 3 vezes1997, 1999 e 2003.
Campeão da Copa Repescagem CBF1989
Campeão do Torneio Maria Quitéria1996
Campeão do Torneio da Uva/Parmalat1994

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