brasil1970

sábado, 2 de outubro de 2010

NOSSOS CLIENTES COM NOSSAS CAMISAS


O Craque disse e eu anotei - ABELARDO




sábado, 2 de outubro de 2010

O Craque disse e eu anotei - ABELARDO

O nosso blog tem procurado através das entrevistas com ex jogadores, resgatar ao maximo a historia do nosso futebol. São autenticas oportunidades para que possamos conhecer melhor aqueles que fizeram o espetaculo dentro de campo. Aqueles que construiram a grandeza de nossos clubes, que deram o seu melhor para alcançar os titulos que ficaram na memoria.
A entrevista desta semana é exatamente um retrato fiel disto. Abelardo, o "Flecha Azul" é certamente um dos jogadores do Palestra/Cruzeiro mais antigos e ainda vivo.
Uma historia que tive o prazer de registra-la pois ele começou sua carreira logo após a segunda guerra em 1946 e jogou ao lado de Niginho e contra Leonidas da Silva. Portanto é a essencia da historia do futebol.

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1) FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS - Como foi seu inicio no futebol?
ABELARDO – Eu estudava em um seminário em Cachoeiro do Campo. Lá nós jogávamos no campeonato interno , time de atleticanos e dos cruzeirenses. Tinha muita gente boa lá. O Carlaile e
o Zé do Monte eram meus colegas e estudavam lá também. Eles jogavam no time do Atlético.
Um dia o Alcides (ex ponta esquerda ) me viu jogando e me chamou para um teste no Cruzeiro.



 2) FTT - O senhor  fez parte de um dos maiores ataques da historia do Cruzeiro. Orlando Fantoni, Ismael, Niginho e Alcides. Na época o senhor ainda era um reserva que entrava no decorrer das partidas. Foi  um ataque poderoso não ?
ABELARDO - Foi. O Orlando era mais corredor. O Alcides chutava muito bem e o Ismael era muito técnico e depois acabou indo para o Vasco. Eu era reserva mas entrava nos jogos. Niginho era o craque do time.
 (para se ter ideia, todos os 5 jogadores deste ataque estão entre os 21 maiores artilheiros da historia do clube)



 3) FTT - O senhor jogou com Niginho em 46 e 47. Ele era mesmo um fora de serie?
ABELARDO - Nossa senhora. Niginho era jogador de Copa do Mundo. Ele chutava bem e cabeceava melhor ainda. Era um monstro em campo. Artilheiro mesmo e sempre nos demos bem . Ele gostava de mim.

4) FTT - Niginho é até hoje o terceiro maior artilheiro do Cruzeiro. Só perde para Tostão e Dirceu Lopes. Na época a torcida reconhecia nele este grande idolo?
ABELARDO -  Puxa vida. Niginho era o “bam bam bam” na cidade. Todo mundo conhecia o Niginho. Onde Niginho ia dava aquele alvoroço. Era jogador que já tinha ido a Copa do Mundo e um grande artilheiro.

Bruno e Abelardo o "Flecha Azul"
5) FTT - E o Alcides. Ele até o surgimento de Joãozinho sempre foi eleito como o maior ponta esquerda da historia do clube por antigos torcedores? Era mesmo um craque? 
ABELARDO - Craque não.  Alcides sempre foi muito veloz. Ele jogava a bola na frente e era difícil do lateral segura-lo. Chutava muito bem. Ele tinha o apoio do Nogueirinha que lançava bola pra ele toda hora.

6) FTT - O senhor que viu os dois em ação quem foi melhor, Alcides ou Joãozinho?
ABELARDO - Os dois foram muito bons . O Joãozinho era craque , bem mais técnico mas o Alcides fazia muitos gols.
(Alcides é o oitavo maior artilheiro do clube com 144 gols e Joãozinho o nono com 118 gols.)


6) FTT - Então em 1948 Niginho inicia sua carreira de treinador e o senhor assume a sua vaga definitivamente. No primeiro campeonato jogando como titular e a artilharia do mineiro com 18 gols. Era a consagração?
ABELARDO - Ah foi. Niginho foi meu técnico e eu titular no seu lugar. Fiz gol de todo jeito. Eu era muito franzino e rápido e dava trabalho para os meus marcadores.



7) FTT - Neste ano o Cruzeiro fez dois jogos na fase final do mineiro contra o Atletico. Um venceu no estadio do Barro Preto por 1x0 com um gol seu. Depois jogaram no estadio do America na Alameda e o placar ficou em 2x2 com mais dois gols seus. O senhor se recorda destes jogos?
ABELARDO – Eu sempre joguei bem contra o Atlético. Eles tinham até arrepio de mim (risos).
Eu era amigo da maior parte dos jogadores deles e teve um jogo que a bola ficou limpa pra mim e eu falei   pro Kafunga escolher qual canto ele queria que eu chutasse . Falava pra ele: escolhe rapido Kafunga, escolhe....(risos) .O Kafunga as vezes ficava bravo falando que eu estava querendo fazer o nome em cima dele

 Abelardo contra o Atletico, sempre grandes apresentações. Alto e franzino subia muito para cabecear.

8)FTT – E o Kafunga era mesmo um bom goleiro ou é mais historia?
ABELARDO – Não é historia não. Ele era muito bom. Era muito técnico. Voava nas bolas com facilidade.

 FTT - E o Atlético tinha também o Mão de Onça.
ABELARDO – É tinha , mas o Kafunha era muito melhor. Mais técnico .

9) FTT - O Atletico tinha um grande time nesta época. Kafunga, Murilo, Ramos, Mexicano, Zé do Monte, Carango, Lucas,Tião, Carlaile, Alvinho e Nivio. Foi um dos melhores times do Galo em todos os tempos?
ABELARDO – Foi um dos melhores. Eram sempre jogos difíceis.


10) FTT - Quais jogadores te impressionavam mais neste time do Atletico?
ABELARDO - O Zé do Monte, Murilo e Carlaile.

11) FTT - E seus duelos com o Murilo.
ABELARDO – Eram disputados. O Murilo era um cara muito educado um senhor zagueiro. Jogamos muitas vezes um contra o outro aqui (em BH) e depois a gente se encontrou em São Paulo. Primeiro eu no Palmeiras e depois  no Santos. Ele jogava no Corinthians.


                                                    Abelardo o Flecha Azul fez 82 gols com a camisa azul do Cruzeiro.

12) FTT - O Cruzeiro ia jogar em Lourdes , o Atletico no Barro Preto alem do America na Alameda. Como eram os clássicos nesta epoca?
ABELARDO – Eram jogos muito duros. Eu sempre fazia gols no Atlético e teve uma vez que meus amigos de escola (Carlaile e Ze do Monte) me deram cobertura lá porque a torcida estava brava comigo e queria me pegar.

 13) FTT - Estamos falando da rivalidade entre Cruzeiro e Atletico mas o America tinha um time muito forte nesta época tambem .
ABELARDO - Tinha um time muito bom. Tinha jogadores experientes e bons de bola.


14) FTT - Foram campeões em 48 com jogadores como Lusitano, Lazzaroti, Petronio, Negrinhão e o argentino Valsechi. Mereceram o titulo?
ABELARDO - Acho que mereceram. Nosso time também era bom mas eles eram mais experientes e acabaram vencendo. Valsechi era muito bom jogador e o Lazzarotti marcava muito bem.

ABELARDO VAI PARA O PALMEIRAS E EXCURSIONA A EUROPA EM 1949


15) FTT - Em 1949 o senhor se transferiu para o Palmeiras. Como foi esta transferencia?
ABELARDO - Eu fui vendido muito novo ainda (na época Abelardo tinha 22 anos)

16) FTT - E pegou um timaço. O Palmeiras de Oberdan Cattani, Waldemar Fiume, Sarno, Turcão, Jair Rosa Pinto, Canhotinho e Lima.
ABELARDO - É tinha o Oberdan , o Waldemar, este era um craque. O Eduardo Lima já estava mais velho mas ainda jogava certinho. Ele falava pra gente “quero ver vocês chegarem onde eu cheguei”. Tinha o Jair Rosa Pinto cracaço. Nossa que bomba que ele tinha. Uma perninha curtinha mas chutava muito forte.  O Canhotinho que driblava demais



17) FTT - E logo de cara voces foram fazer a primeira excursão do clube a Europa. Como foi esta viagem?
ABELARDO - Fomos jogar na Espanha, no aniversario do Barcelona. Jogamos tambem contra o Atletico de Madrid.


18) FTT - Como foi ser campeão paulista em 1950?
ABELARDO – Eu joguei em poucos jogos pois era reserva e entrava nas partidas mas fiquei muito feliz. Eu revezava com o Aquiles.

19) FTT - A final foi contra um grande time. O São Paulo de Mauro; Bauer, Rui e Noronha, Friaça e Teixeirinha. Foi um jogo muito dificil? (1x1)
ABELARDO – Nossa este time do São Paulo tinha muito conjunto. Os caras jogavam certinho , acertados um com os outros. Parecia uma maquina certinha. E eu joguei contra o Leonidas tambem. Teve um jogo que fiquei no banco e no outro eu estava em campo. Ele era muito chato, reclamava de tudo com os jogadores do time dele. Era medalhão, foi na Copa do Mundo e aí já viu né. Mas jogava muito.
 

20) FTT - Quanto tempo o senhor ficou no Palmeiras?
ABELARDO – Dois anos.

21) Então o Palmeiras  te emprestou ao Santos.
ABELARDO – Foi. O Niginho era técnico do Santos e pediu minha contratação. Fiquei lá seis meses.

22) FTT – Porque o senhor não ficou mais no Santos?
ABELARDO - Eu já não agüentava mais de saudades de Belo Horizonte. Eu ficava sozinho lá e a saudade apertou. Vim embora então.



23) FTT – Quem tinha neste time do Santos que o senhor se lembra?
ABELARDO – Ahh tinha o Antoninho que jogava muito e o Tite.

 Abelardo, o Flecha Azul fez 84 gols com a camisa do Cruzeiro.
 
 



20) FTT - Foi então que o Cruzeiro reapareceu na sua vida? O bom filho a casa torna.
ABELARDO – É eu voltei para o Cruzeiro.Terminei minha carreira com o Niginho sendo meu tecnico.

21) FTT - Porem  a sua volta coincidiu com um dos piores momentos na historia do Cruzeiro e um grande time formado pelo Atletico. Eles acabaram sendo campeões de 1952 a 56. Foi um periodo dificil?
ABELARDO - Foi uma epoca muito difícil. Eles tinham um time muito forte, o Carlaile era jogador da seleção brasileira. O nosso tinha 4 ou 5 bons e o resto era um ajuntamento.


22) Mas o Cruzeiro também tinha o Paulo Florêncio que já tinha feito duas partidas pela seleção na Copa América em 1942.
ABELARDO – Ahh o Paulinho jogava bola. Este foi um dos meus parceiros. O Paulinho recebia um lançamento, olhava para um lado e dominava para o outro desorientando o adversário. Você jogava uma bola no peito dele e ele olhava pra lá e dominava já deixando ela cair pra cá.

Em 2007 o Cruzeiro prestou uma homenagem a alguns dos seus idolos mais antigos ainda vivos. No lançamento da camisa da fundação do Palestra de 1921 e a primeira camisa do Cruzeiro em 1942 estiveram presentes :Nogueirinha, Rizzinho, Abelardo, Paulo Florencio, e Amauri.

Abelardo conversa descontraidamente com Nogueirinha, Rizzinho e Amauri na homenagem do Cruzeiro
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27) FTT - Para fechar com chave de ouro , o senhor esteve presente na conquista do bicampeonato do Cruzeiro em 59-60.
ABELARDO – É mas aí eu já estava velho e revezava com outros atacantes. Acaamos ganhando dois campeonatos.
28) FTT – Nesta epoca começou a se montado aquele timaço do Cruzeiro dos anos 60. O senhor jogou com Amaury, Hilton Oliveira, William e Procópio.
ABELARDO – Procópio, ahh o Procópio foi meu grande amigo no futebol. Até hoje ele tem uma coisa comigo, um carinho especial. É o maior fã que eu tenho

Time do Cruzeiro campeão de 1960. Este time conquistou o tricampeonato em 59-60-61.  Procopio é o segundo em pé da esqueda para a direita e Amauri o quinto. Agachado segurano o garotinho está Hilton Oliveira.

29) FTT - Aponte os 5 melhores jogadores que viu em campo?
ABELARDO – Niginho, Jair Rosa Pinto, Pelé, Didi, Heleno de Freitas. O Heleno jogava muito bem , ele jogava bonito e era muito vaidoso. O pessoal falava que meu estilo de jogar era parecido com o dele. Não sou eu que falava não viu, eram as pessoas. Ele era muito conversado e quando vinha jogar falava dos lances dele na seleção brasileira. "Você viu aquele lance meu contra o Uruguai? Jogar lá não é pra qualquer um não. " Tinha também o Zizinho , ele era o melhor de todos estes. Zizinho era um cracaço. Foi o maior que eu vi.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Encontros eternizados - CHUMPITAZ & PIAZZA

O capitão da seleção peruana Chumpitaz e o capitão da seleção brasileira Piazza em jogo de 1975 pela Copa América.

Revista do Dia - PLACAR 1970

A capa da revista PLACAR de dezembro de 1970 trazia o craque Ademir da Guia. A principal manchete era: CARA A CARA : Tostão, Oldair, Samarone  e Ademir da Guia.
 
 
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Futebol Retrô

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    epois de ter assistido a este videoclipe e de pensar no por quê de cada um dos elementos do cenário, me deparo com esta foto de um catálogo da Hummel (da fan page da marca no Facebook). Ah, a estética dos anos 70…

  • Camisa desconhecida de Israel – de que time?

    Posted: Thu, 30 Sep 2010 20:38:46 +0000
    O Theo Alves manda a foto de uma de suas aquisições: a camisa de um time (presumo) de Israel. Alguém consegue identificar de que time é (e que diabos é esse logo à la Brescia)?
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  • Camisa do Rio Branco de Campos

    Posted: Thu, 30 Sep 2010 14:43:37 +0000
    Há algum tempo atrás (puta pleonasmo) eu fiz um post sobre a camisa do Rio Branco de Campos, provavelmente o único time brasileiro que tem o rosa como sua cor predominante (a camisa do Atlético desta temporada não conta). Na época eu não achei fotos detalhadas da camisa. Pois bem: o Lê Ribeiro tem uma. Apesar desse jeitão de camisa de time de bairro (tecnicamente ele é), e da cor polêmica (piadistas clubistas, evitem polêmicas desnecessárias por favor) é uma senhora peça de coleção!


  • Entrevista com Valéria Gouvêa!

    Posted: Mon, 27 Sep 2010 14:21:22 +0000
    Lembram da entrevista que ia rolar com ela? Pois bem: o Bordallo manda pra gente o relato da visita que fez à Meca dos colecionadores brasileiros: a casa da Valéria Gouvêa, da Prorrogação, provavelmente o maior comércio de camisas raras de futebol do Brasil. Bela entrevista, rapaz!


    Quando finalmente consegui uma oportunidade de ir pessoalmente no local onde eles guardam as camisas, sabia que muitos conceitos que tinham em minha mente sobre Valéria Gouvêa e seu mundo de camisas raras estaria por ser desmistificado. Assim como todos vocês, também confabulei muito sobre o negócio e a persona à frente deste, dona Valéria Gouvêa.
    Numa discreta vila em Copacabana, Rio de Janeiro, sou recebido por ela, uma mulher elegante, simpática, e que ainda se espanta com todo esse status que ganhou por vender camisas para nós, colecionadores aficionados. Chego na casa que serve de showroom, e a reação é como se eu estivesse olhando pra um canal Bloomberg que somente tratasse de camisas de futebol em linguagem visual: é sim MUITA informação relevante concentrada em um só local. Você fica completamente perdido sem saber pra onde olhar primeiro, porque em cada canto tinha alguma camisa que em algum momento da minha vida eu lembro de ter visto em algum lugar. Fora a reação de ver, e poder tocar, camisas que eu NUNCA sonharia em sequer ver de perto, camisas que até mesmo para achar uma imagem na internet é uma missão quase impossível, e estavam lá!
    Confira abaixo a entrevista feita com Valéria Gouvêa, respondendo inclusive à perguntas enviadas por vocês:
    Primeiramente, pro pessoal te conhecer melhor, conte um pouco de você pra gente. Até porque agora somente sabemos seu nome, que você mora no Rio de Janeiro e a escada da sua casa tem azulejos brancos…
    Antes de tudo, gostaríamos de agradecer a oportunidade e fazer parte destes 2 Blogs tão conceituados e aproveitar para elucidar que somos uma empresa, a Prorrogação, que tem eu e o José como sócios.
    Começamos a vender camisas de futebol em uma lojinha que tínhamos na cidade de Búzios, aqui no Rio de janeiro. Como lá é uma cidade turística, existe uma enorme circulação de estrangeiros do mundo inteiro.
    O José, como um bom peladeiro, louco por futebol, fazia eventuais trocas de camisas com os “gringos”, ou seja, trocávamos camisas da Seleção Brasileira e times brasileiros, por camisas de vários times e seleções. Nesta época não entendíamos nada de camisas, apenas que eram camisas oficiais e importadas.
    Com isso, ele tornou-se um pseudo colecionador de camisas de futebol.
    Em determinada época, fechamos nosso comércio, e por sugestão de meu filho, resolvemos fazer negócios através do Mercado Livre.
    A idéia de começar a vender camisas raras veio também pela paixão que temos pelo futebol. Tanto por assistir e acompanhar todos os campeonatos como pela beleza que os uniformes transmitem para nós.
    De lá para cá, fomos criando uma enorme rede com pessoas ligadas, direta ou indiretamente, ao mundo do futebol.

    Agora sendo mais especifico, você se dedica exclusivamente à esse negócio de venda de camisas de futebol ou tem alguma outra ocupação?
    Hoje temos uma pequena empresa e esta é nossa exclusiva ocupação.


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    Anteriormente a ter começado esse negócio você já se dedicava a alguma outra atividade comercial ou cursava alguma faculdade ou curso do gênero?
    Sim, nós trabalhávamos com comércio de outros produtos.

    Levando em conta que você possui muitas, você tem também uma coleção pessoal (ou já chegou a ter em outra época) ou somente se dedica à venda das mesmas?
    No momento, nós dedicamos apenas a colecionar camisas do Náutico, inegociáveis.
    [se sim] dessas suas peças, quais são as mais raras e as que você gosta mais?
    As que mais gostamos são as dos irmãos Nado e Bita, jogadores que atuaram no hexa campeonato dos anos 60.

    Você torce pra algum time ou, por negociar peças dos times mais variados, optou por uma certa neutralidade?
    Impossível ter neutralidade! Sou botafoguense e o José é vascaíno. Somos 100% democráticos. Só pra ter uma idéia, temos filhos flamenguistas.
    Falando em neutralidade, você já chegou a conseguir alguma camisa de árbitro?
    Sim. Já conseguimos de um árbitro mexicano e de um brasileiro.
    Dessas todas camisas que você dispõem à venda, tem alguma que é a sua preferida, seja pela beleza ou raridade?
    Gostamos de muitas. Fica difícil de responder.

    De todas as camisas que já passaram pela sua mão, qual (ou quais) você considera a mais rara de todas?
    Uma delas é a do Zidane usada na final da copa de 98 na França. Outra seria a do Dino Sani, usada e autografada, da copa de 58. Temos também ternos usados e autografados pelo Pelé, entre outras peças.

    Tem alguma camisa que você não tem, mas gostaria de ter na sua coleção ou entre suas peças à venda?
    Muitas camisas. Levaria um dia para relacioná-las.

    Por que você limita a venda de suas peças ao comercio eletrônico se instituições e mesmo ex-jogadores – que possuem coleções com menos raridades que você – chegam a vender suas peças através de grandes casas de leilão no exterior?
    Já tivemos algumas experiências com casas de leilão, por sinal, não muito boas. Estivemos na Christie’s e deixamos algumas peças para serem leiloadas. Muitos custos, com fotos, impostos, etc. Tudo em libra. O que sobra é pouco e nem vale a pena. Vale ressaltar, que de um tempo para cá, você pode encontrar nos catálogos da Christie’s, camisas réplicas com autógrafos grotescamente falsificados. O nível caiu muito. O próprio Zagalinho se arrependeu profundamente de tentar vender seu acervo por lá. No Brasil, participamos de um renomado leilão, aqui no Rio. Nosso lote foi todo arrematado por excelentes valores. Na hora de recebermos o dinheiro, descobrimos que nada havia sido vendido, foi tudo armação.

    Desde o início você já dispunha de escritório pra vendas?
    Sim, sempre tivemos um escritório, porém era em nossa residência.
    Quando você sentiu a necessidade de estabelecer um escritório para tanto?
    Nosso estoque foi aumentando e com isso sentimos necessidade de um espaço maior, até por que, tínhamos que oferecer maior conforto para nossos clientes. Dispomos de um “open bar” para que eles relaxem enquanto apreciam as camisas.

    Em comparação com os clientes online, qual é a proporção de clientes que você recebe no escritório? Alguma diferença pontual entre esses dois tipos de consumidores, além da proximidade geográfica com o escritório?
    Com certeza a quantidade de clientes online é bem maior, justamente por conta da distância que nos separa. Mesmo assim, recebemos clientes de toda parte do mundo e de todo Brasil. Fizemos muito amigos, e é isso que torna nosso trabalho ímpar.
    Apesar de parecer um pouco indiscreta, a pergunta que é unanimidade entre os colecionadores é , afinal, COMO QUE VOCÊ CONSEGUE TANTAS CAMISAS? Você de fato tem contatos na CBF para facilitar o acesso aos donos originais dessas camisas?

    [ essa resposta o Bordallo deixou no novo blog dele, o ESPORTE-À-PORTER... Confiram! ]
  • Patrocinador petulante

    Posted: Sat, 25 Sep 2010 15:14:14 +0000
    Dentre os patrocinadores curiosos que o Rio Branco de Americana já ostentou em suas camisas – como a Lowe Loducca em 1999, que aliás fez um anúncio fantástico sobre o fato, deve estar em algum anuário por aí – alguns podem ter causado constrangimentos aos atletas que as vestiram. Vejamos o caso deste modelo, achado no álbum do Lê Ribeiro. O “Ponto Frio” na frente tá OK, o problema é o patrocínio atrás, dingo do Jô Soares…


  • Camisa do Maringá Futebol Clube

    Posted: Thu, 23 Sep 2010 10:57:51 +0000
    Fuçando na coleção do Carlos Cardoso, achei esta pérola – a camisa do Maringá Futebol Clube (não confundam com o Grêmio Maringá. Ou confundam – parece que esse era um time sem ligação com o time da cidade, ajudem-me historiadores!). De qualquer modo, a camisa é realmente diferente de qualquer outra coisa produzida até então – e olha que costumam brotar algumas camisas doidas no futebol paranaense, como essa do Londrina…

  • Camisas em Brasília!

    Posted: Tue, 21 Sep 2010 15:37:48 +0000
    Srs.: estou na Capital Federal a trabalho (o escritório da firma fica aqui no Brasília Shopping) – alguém saber me dizer onde eu consigo alguma camisa diferente por aqui (em especial a camisa do Brasiliense, em especial a da homenagem ao Dia Mundial do Rock)?
  • HNK Rijeka (quem?)

    Posted: Mon, 20 Sep 2010 12:49:32 +0000
    Sairam no FSC as novas camisas do HNK Rijeka, da Croácia. Vejam a piração que a Jako criou pra eles: gola pólo, aplique assimétrico…creio que já podemos afirmar que os anos 2010, que começaram com releituras de camisas no estilo dos anos 90, serão caracterizados por um padrão de camisas diferente do que já foi criado no passado, não?


  • Camisa 3 do Everton

    Posted: Fri, 17 Sep 2010 13:42:29 +0000
    Quando se escreve e se lê todo dia sobre camisas de futebol, o chamado wow factor vai se perdendo – não é qualquer camisa que te faz suspirar imediatamente. Pois bem: a nova camisa 3 do Everton no Football Shirt Culture conseguiu (41 libras na loja do clube).




  • Camisa do Atlético Goianiense, ontem

    Posted: Thu, 16 Sep 2010 10:42:56 +0000
    Sim, olhando pra camisa que o Atlético Goianiense usou ontem contra o Santos, ficou um sentimento de “quero-ser-Newell’s-Old-Boys“, como observou o Davi Oliveira (fotos do Olé e do UOL). Mas ficou realmente bonita.
    Atlético Goianiense
    Newell`s Old Boys
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